Narcolepsia – O distúrbio da sonolência diurna.

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Você já ouviu falar sobre narcolepsia?

Trata-se de uma doença neurológica que tem como principal sintoma a sonolência excessiva durante o dia. A cada 100 mil habitantes estudos apontam 65 casos, ou seja, é um distúrbio raro.

Na narcolepsia ocorre o deslocamento do estágio REM do sono, por isso muitos pacientes relatam que suas noites de sono não são reparadoras. Com isso vem as manifestações clínicas do quadro, como:

Sonolência excessiva diurna – é uma queixa frequente em 95% dos casos. Pode ser intensa, incapacitante, crônica e não progressiva. Essa sonolência costuma ser persistente ao longo do dia, mas também pode se manifestar por meio de ataques súbitos e incontroláveis de sono.

Paralisia do sono – costuma aparecer em 65% das pessoas com narcolepsia. São episódios de incapacidade motora, ou seja, a pessoa não consegue se movimentar quando está adormecendo, ou o mais frequente, quando está acordando.

Os eventos podem durar segundos ou minutos, cedendo espontaneamente quando se fala ou toca no indivíduo, ou ainda, se ele próprio tem o pensamento de se movimentar.

Alucinações – costumam ocorrer em apenas um terço dos pacientes com narcolepsia e, pelo menos uma vez por semana em metade desses casos. Geralmente se apresentam apenas como manifestações visuais.

Fragmentação do sono – cerca de um terço dos pacientes relatam que despertam diversas vezes durante a noite e tem dificuldade de reiniciar o sono. Somada às outras manifestações mencionadas, ela colabora para o impacto negativo da vida dos pacientes com narcolepsia.

Diagnóstico e tratamentos:
Com o diagnóstico correto e algumas intervenções, o paciente pode conseguir uma melhor qualidade de sono e consequentemente, de vida. A detecção do quadro é complexa e envolve avaliação clínica, neurofisiológica, além da realização de exames como a polissonografia.

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