Mês mundial da doença de Alzheimer

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Em setembro é realizada a campanha de conscientização sobre a doença de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa progressiva incurável, que causa deterioração cognitiva, de memória e descontrole psíquico com alterações comportamentais.  

Seu nome refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descobrir a doença, em 1906. Ele relatou e estudou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda de memória, desorientação, dificuldade para compreender e se expressar, tornando-se incapaz de cuidar de si mesma. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

A doença de Alzheimer se instala e atinge o sistema nervoso central, causando a morte das células nervosas e perda de tecido em todo o cérebro. Com o passar do tempo, o cérebro atrofia, o que afeta quase todas as suas funções.

O que causa? 

A causa dessa demência ainda é desconhecida, segundo ministério da saúde, acredita-se ser uma doença geneticamente determinada. Atinge geralmente pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência da população mundial.

Sintomas de alerta 

Alguns sintomas da doença, podem parecer comuns, porém, com a recorrência devemos ficar em alerta e fazer uma consulta com um neurologista.

  • Esquecer-se de parte ou da totalidade de um acontecimento.
  • Progressivamente perder a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas.
  • Perder a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme.
  • Esquecer-se progressivamente de informação que conhecia, como dados históricos ou políticos.
  • Perder progressivamente a capacidade de, autonomamente, se lavar, vestir ou alimentar.
  • Perder a capacidade de tomar decisões.
  • Progressivamente perder a capacidade de gerir o seu orçamento.
  • Não saber em que data ou estação do ano está.
  • Ter dificuldades em manter uma conversa, não conseguindo manter o raciocínio ou lembrar-se das palavras.
  • Esquecer-se do local onde guardou um objeto e não ser capaz de fazer o processo mental retroativo para se lembrar.

Fatores de risco

Segundo a ABRAz (associação brasileira de Alzheimer), um dos maiores fatores de risco é a idade, acima de 65 o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos. Pessoas que tenham parentes que tiveram a doença tem um risco maior de ter a doença, porém, não significa que seja uma doença hereditária. Estilo de vida pode influenciar como fator de risco, a obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo e sedentarismo.

Quais os estágios da doença e como ajudar a retardar o processo degenerativo 

A doença de Alzheimer não tem cura, e evolui até quatro estágios clínicos, nada comprova que alguma ação pode barrar a evolução da doença.

Estágio 1 – alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais.

Estágio 2 – dificuldade para falar, realizar tarefas simples, coordenar movimentos, agitação e insônia.

Estágio 3 (grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer, deficiência motora progressiva.

Estágio 4 (terminal) – restrição ao leito. Mutismo, dor à deglutição e infecções intercorrentes.

Segundo a ABRAz, pessoas com histórico de uma grande atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida. 

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