Qual o diagnóstico e tratamento do autismo?

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A partir do último Manual de Saúde Mental – DSM-5, no qual inclui todos os Distúrbios do autismo, chamado de Transtorno espectro autista (transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não especificado e síndrome de Asperger).

É um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Se manifesta com atraso da fala e dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos, pode ter deficiência intelectual, déficit de atenção e dificuldades de coordenação motora, distúrbios de sono e do comportamento (agitação, irritabilidade, agressividade, desinteresse, perseverança).

Crianças com Transtorno do Espectro Autismo (TEA) iniciam os sinais nos primeiros meses de vida. Não olham quando os pais chamam e não mantêm o contato visual afetivo. A partir dos 12 meses, por exemplo, não apontam com o dedinho aquilo que desejam. No primeiro ano de vida, demostram pouco interesse pelas pessoas ao seu redor (sem reações de afetividade ou participação das brincadeiras) e tem mais interesse nos objetos (interesses restritos, fixos e intensos) e comportamentos repetitivos.

Podem apresentar alterações sensoriais (visão, audição, tato, olfato ou paladar) ampliados ou reduzidos.

Alguns pacientes poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

Assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todas podem aprender. Podem inclusive se destacar em habilidades visuais, música, arte ou matemática.

Diagnóstico

História clínica e observação comportamental da criança e habilidades na linguagem (comunicação) e cognitiva, entrevista com os familiares. Exame neurológico e seguir os critérios diagnósticos de acordo com o DSM-4.

Fatores de risco

Sexo, muito mais comum nos meninos (5 : 1). Histórico familiar (pode ocorrer em outro filho na mesma família). Idade dos pais (quanto mais avançada for a idade, maior o risco do filho desenvolver autismo). Outros transtornos (principalmente a Epilepsia e Esclerose tuberosa).

As causas são ainda desconhecidas (combinações de fatores genéticos e ambientais).

Tratamento

Baseia-se numa série de medidas e intervenções efetivas o mais precoce possível, à partir do diagnóstico clinico, com tratamento farmacológico dos sintomas-alvo, terapia cognitivo-comportamental, terapia ocupacional, psicoterapia, treinamento dos pais, educação especial (tratamento e educação para crianças autistas e crianças com déficit relacionados com a comunicação – TEACCH).

 

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