Afinal, o que é demência?

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A demência é uma síndrome, usualmente de natureza crônica ou progressiva, na qual há comprometimento de numerosas funções corticais superiores, tais como a memória, o pensamento, a orientação, a compreensão, o cálculo, a capacidade de aprendizagem, a linguagem e o julgamento.

A síndrome não se acompanha de falta da consciência. O comprometimento das funções cognitivas acompanha, habitualmente, precedida por uma deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação. A síndrome ocorre na Doença de Alzheimer, em doenças cerebrovasculares e em outras afecções que atingem primária ou secundariamente o cérebro.

Não estamos falando em envelhecimento natural do ser humano, quando há um declínio natural das funções cerebrais por causa da idade. Perda de atenção, lentidão motora e comprometimento discreto de memória podem ser considerados naturais.

As demências podem ser agrupadas em dois grandes grupos: as reversíveis e as irreversíveis, estas últimas também chamadas de degenerativas. As demências do tipo irreversível também são progressivas, ou seja, pioram com o passar do tempo. O melhor exemplo de demência degenerativa é a doença de Alzheimer. Os danos causados ao cérebro, neste caso, não podem, portanto, ser interrompidos ou revertidos.

Já as demências reversíveis são aquelas que, apesar de causarem danos ao cérebro, podem ter seus sintomas revertidos. Bons exemplos para esse caso são tumores cerebrais, deficiência de vitamina B12, entre outros.

Quais os sintomas?

Os principais sinais e sintomas da demência são déficits significativos do funcionamento intelectual. As pessoas têm perdas de memória e da sua habilidade de resolver os problemas que se antepõem, não conseguem manter controle sobre as emoções e podem também ter mudanças em sua personalidade, comportamento ou humor, tais como agitação, depressão, ilusões e alucinações.

Na demência há sempre, além dos problemas de memória, dificuldades de se comunicar e de realizar tarefas mais complexas, dificuldades de coordenação motora, problemas para se orientar no tempo e no espaço, comportamentos inadequados, paranóias, entre outros.

Como é feito o diagnóstico?

O médico pode chegar ao diagnóstico por meio de perguntas feitas aos doentes e seus familiares. Determina-se o estado mental através da realização de uma série de perguntas, sendo que para cada resposta, atribui-se uma pontuação determinada. Podem ser necessárias provas mais complexas, como provas neuropsicológicas, para identificar o grau de incapacidade ou para definir se na realidade se trata de uma verdadeira deterioração intelectual.

E o tratamento?

As vantagens e as desvantagens de cada medicação e o modo de administração devem ser discutidos com o médico que acompanha o paciente. Teoricamente, a resposta esperada com o uso dessas medicações é uma melhora inicial dos sintomas, que será perdida com a progressão da doença, mas há evidências de que essas drogas podem estabilizar parcialmente essa progressão, de modo que a evolução torne-se mais lenta.

Os efeitos positivos, que visam à melhoria ou à estabilização, foram demonstrados para a cognição, o comportamento e a funcionalidade. A resposta ao tratamento é individual e muito variada.

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