Quais as diferenças de anencefalia e acefalia?

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Ambas são duas más formações que ocorrem durante a gestação, mas que são bem distintas entre si.

 

A acefalia é bem mais rara que a anencefalia. Ocorre quando o feto não forma sua cabeça e coração, dessa forma ele depende de um gêmeo para sobreviver. O pescoço desse feto parasita está unido ao gêmeo normal. A circulação do sangue do feto acéfalo é proporcionada pelo coração do irmão. Não existe cura.

 

Já a anencefalia é caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e calota craniana. Ocorre uma malformação do tubo neural. Os bebês com esse problema possuem uma expectativa de vida muito curta, os casos mais longos de sobrevida duraram em torno de 14 meses.

 

Com 12 semanas de gestação esse problema já pode ser diagnosticado através de uma ultrassonografia gestacional. Mulheres com diabetes têm seis vezes mais probabilidade de gerar filhos com este problema. A criança geralmente nasce cega, surda, inconsciente e incapaz de sentir dor. É uma má formação do cérebro durante a formação embrionária. Em 100% dos casos, o diagnóstico é dado por meio de ultrassonografia, não havendo margem de erro.

 

Os fetos anencéfalos podem assumir posições anômalas, dificultando o parto, já que o fenômeno físico do parto precisa do crânio. O ombro deles, não se sabe o porquê, é maior. E ainda existe o risco de não contração uterina após o parto levando a hemorragias no pós-parto, o que pode colocar a vida da mulher em risco.

 

Geralmente a criança nasce sem testa, com orelhas de implantação baixa e pescoço curto. A base do crânio é diminuída por causa da alteração do osso esfenóide e a fossa posterior se apresenta com diâmetro transverso aumentado. A boca é relativamente pequena e o nariz longo e aquilino. Apresenta sobras de pele nos ombros, globos oculares protuberantes, pavilhões oculares malformados, fenda palatina e anomalias das vértebras cervicais.

 

Existem diversas causas para a anencefalia, porém a mais comum é a falta de ácido fólico antes e durante os primeiros meses de gravidez, embora os fatores genéticos e ambientais também possam ser os causadores desta importante alteração do sistema nervoso central.

 

Infelizmente, o prognóstico médico é a morte do bebê, não havendo tratamento.

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