O que é um ataque de pânico?

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Ataque de pânico é uma crise de intensa ansiedade, que ocorre subitamente e dura alguns minutos, com ou sem fator desencadeante. É mais comum em mulheres, na faixa etária de 30 anos.

 

O indivíduo sente medo de morrer, ficar louco ou perder o controle. É um transtorno de causas variadas, podendo ser secundário a alguma condição médica geral, ou ser puramente psiquiátrico, isto é, decorrer de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, que alteram circuitos cerebrais, cujas manifestações são sintomas psíquicos (medo, ansiedade, evitação, etc).

 

Por vezes, como efeito secundário de medicação, drogas ou de debilidades físicas diversas, existe uma libertação de adrenalina em excesso, o que causa um colapso físico que se manifesta através de um estado semelhante a um Ataque de Pânico. Não sendo um ataque de Pânico, é tão traumático como os Ataques de Pânico. As pessoas podem sentir o primeiro episódio de Pânico em qualquer circunstância, como, por exemplo, a dormir, a conduzir, num centro comercial, em casa, entre outras situações.

 

Ataque de pânico é a mesma coisa que síndrome do pânico?

Não exatamente. O ataque de pânico descreve um evento único enquanto a síndrome de pânico inclui a ocorrência de ataques repetidos, o medo constante de quando o próximo ataque acontecerá e a adoção de medidas para evitar os lugares onde os últimos ataques ocorreram.

 

Os pacientes que tem ataques de pânico podem experimentar a agorafobia. Esse é o nome que se dá ao medo de estar em alguns espaços que impõem dificuldades ao socorro, caso o paciente passe mal. São eles: uso de transporte público, permanecer em espaços abertos (áreas de estacionamento), ou em locais fechados (salas), estar em fila, no meio à multidão, ou estar sozinho.

 

Quais os sintomas das crises?

Palpitações, coração batendo ou aceleração cardíaca

Sudorese

Tremores ou estremecimentos

Sensações de falta de ar ou sufocação

Sentimentos de bloqueio

Dor no peito ou desconforto

Náuseas ou desconforto abdominal

Sentir-se tonto, instável, com cabeça leve ou desmaiar

Calafrios ou sensações de calor

Parestesia (sensações de dormência ou formigamento)

Desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (sendo separado de si mesmo)

Medo de perder o controle ou “enlouquecer”

Medo de morrer

 

Quais as consequências do ataque de pânico?

É comum que, após sofrer o ataque de pânico, o indivíduo não queira mais realizar a atividade que desencadeou aquele ataque ou o ambiente em que ele ocorreu, o que constitui o transtorno do pânico.

 

Assim, quem teve o ataque de pânico enquanto dirigia no trânsito, pode não querer mais dirigir e quem o teve no trabalho, pode desejar se afastar do emprego ou até mesmo trocar de carreira.

 

Se o paciente demora a buscar ajuda médica, os prejuízos se acumulam. Isolamento, sintomas depressivos e limitação das funções cotidianas são algumas das consequências da falta de tratamento.

 

Existe um padrão para os ataques?

Não há um padrão de ataques de pânico. Algumas pessoas podem experimentar vários em um dia e passar meses sem que se repita, enquanto outras pessoas podem ter este tipo de ataque até uma vez por semana, inclusive depois de ter iniciado o tratamento.

 

Como os ataques de pânico podem implicar em outras condições de saúde, é necessário que qualquer pessoa que tenha estes sintomas seja avaliada por um profissional para determinar se há uma causa médica subjacente.

 

Existem algumas condições médicas gerais que podem causar crises de pânico, ou mantê-las, apesar de um tratamento adequado. Alterações hormonais, por exemplo, hipertireoidismo, podem atrapalhar a resposta ao tratamento. É importante que o indivíduo procure um psiquiatra, porque é um transtorno debilitante. O medo de ter novas crises afasta o sujeito de suas atividades, além de predispor a depressão. O estresse ao que o cérebro é submetido nas crises de pânico, ao longo do tempo, pode determinar sequelas.

 

Como tratar?

O melhor caminho é ser atendido por um psiquiatra ou neurologista. O profissional fará uma avaliação apurada dos sintomas, e possivelmente prescreverá medicação, com encaminhamento à psicoterapia.

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