O que é epilepsia?

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A epilepsia é uma doença do sistema nervoso central onde ocorrem intensas descargas elétricas que não podem ser controladas pela própria pessoa, causando sintomas como movimentos descontrolados do corpo e mordida da língua, por exemplo.

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas. Esta doença neurológica não tem cura, mas pode ser controlada com os medicamentos indicados pelo neurologista.

Crises de epilepsia são classificadas em provocadas ou não provocadas. Crises não provocadas são crises isoladas ou agrupadas dentro de um período de 24 horas, que ocorrem na ausência de um fator clínico precipitante e em uma pessoa sem histórico prévio compatível com epilepsia. Este fator clínico pode ser, por exemplo, um trauma craniano, encefalite ou um distúrbio metabólico. O termo “não-provocada” pode soar impreciso, pois nem sempre pode-se afirmar se houve realmente ou não um fator precipitante. Sua ocorrência começa a ser estimada a partir de um mês de vida. O risco de novas crises após uma primeira crise não-provocada está em torno de 35 a 50%.

Após uma crise desencadeada por um fator precipitante, a depender deste fator, pode-se então desenvolver a predisposição permanente do individuo a apresentar crises.

Uma crise é denominada reflexa quando sua ocorrência está claramente relacionada a um estímulo externo ou a uma atividade do indivíduo. O estímulo pode ser simples (lampejos luminosos) ou elaborado (uma música) e a atividade também pode ser simples (um movimento), elaborada.

Qualquer pessoa pode ter uma crise epilética em algum momento da vida que pode ser causada por um traumatismo craniano e doenças como meningite. Nestes casos ao controlar a causa os episódios de epilepsia desaparecem completamente.

Os sintomas mais comuns de uma crise epilética são:

Perda da consciência, confusão mental, contrações dos músculos, incontinência urinária e mordida da língua.

Além disso, nem sempre a epilepsia se manifesta por espasmos dos músculos, como acontece no caso da crise de ausência, em que ao indivíduo fica parado, com olhar vago, como se estivesse desligada do mundo durante cerca de 10 a 30 segundos.

As crises convulsivas normalmente duram de 30 segundos a 5 minutos, porém existem casos em que podem permanecer por até meia hora e nessas situações pode haver uma lesão cerebral com danos irreversíveis.

A escolha da medicação antiepiléptica a ser utilizada é feita com base no tipo de crise apresentada pelo paciente e resultado dos exames complementares. 70% das pessoas com epilepsia têm as crises completamente controladas com esses medicamentos. O primeiro passo para o controle adequado das crises é o uso coreto destas medicações, respeitando rigorosamente a orientação do médico quanto às doses e horários em que devem ser tomadas.

Para os 30 % restantes que não controlam as crises com medicamentos, há alternativas, como o tratamento cirúrgico, que promove a remoção da parte do cérebro que dá origem à descargas elétricas que causam a crise.

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