O que é Doppler transcraniano?

By

O Doppler transcraniano (DTC) é hoje realizado rotineiramente nos principais centros de diagnóstico, e contribui, particularmente, para a avaliação e conduta nos pacientes com doenças cerebrovasculares.

O exame permite uma avaliação cerebrovascular rápida, segura e não-invasiva. O DTC pode ser repetido quantas vezes for necessário, sem qualquer risco para o paciente, e permite, portanto, a avaliação durante longos períodos, nos quais outros fatores, como tratamento clínico ou cirúrgico, possam exercer modificações no fluxo sangüíneo cerebral.

Pelo fato de ser um exame não invasivo e indolor o paciente pode estar sentado ou deitado para realização e não é preciso uso de anestesia. O procedimento é de média duração variando entre 40 minutos até 1 hora e 30 minutos e com resultados precisos. Existe uma pequena dificuldade para realização pelo fato da massa óssea craniana ser bem espessa por isso a realização e a interpretação deve ser feita por profissional altamente qualificado.

Qual a utilidade desse exame?

O exame avalia a velocidade do fluxo de sangue nas principais artérias cerebrais e artérias acessórias: ( Artéria cerebral Média, Artérias cerebrais Anteriores e Posteriores, Artéria cerebral interna intracraniana, Artéria craniana Basilar e Artéria cerebral Oftálmica).

O que significa Doppler?

O “Efeito Doppler” é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. Assim, no exame chamado Doppler Transcraniano, é utilizado um sistema pulsátil de baixa frequência, semelhante a um ultrassom. Por meio dessas ondas é possível avaliar como está a circulação sanguínea no crânio e o estado dos principais vasos.

Quando esse exame é indicado?

Doppler transcraniano é indicado em diversos casos em que há suspeitas de doenças cerebrovasculares, ou seja, patologias que afetam a circulação sanguínea no cérebro e na calota craniana. São situações como:

• Acidente vascular cerebral isquêmico (os chamados derrames);
• No acidente vascular cerebral agudo, inclusive durante a realização de trombólise;
• Na suspeita de estenose (estreitamento) das artérias da circulação intracraniana;
• Avaliações de tontura, vertigem e síncope;
• Avaliação e seguimento de pacientes com traumatismo crânio-encefálico;
• Detecção e quantificação de vasoespasmo cerebral, especialmente após hemorragia subaracnóidea;
• Detecção de embolia de origem cardíaca;
• Na suspeita de hipertensão intracraniana e de morte encefálica;
• Avaliação do padrão e efetividade das circulações colaterais intracranianas, em casos de estenoses ou oclusões extra ou intracranianas;
• Documentar a reserva funcional cerebrovascular pelo teste de vasorreatividade cerebral.

Leave a Comment

Your email address will not be published.

You may also like